3 de Dezembro de 2009

Querido menino Jesus...


...Neste Natal eu peço:

- Que os meus vizinhos parem de bater com as portas como se estivessem a fugir do apocalipse;

- Que o meu forno - das poucas vezes em que eu o uso - pare de atacar os meus escassos dedos e braços, poupando-me, assim, às marcas que perduram por cerca de 2 anos e 1/2 e que se assemelham às das vítima de maus tratos domésticos;

- Que o meu aquecedor pare de fazer barulho de helicóptero a aterrar no chão da sala. Chega a ser bastante incomodativo;

- Que as senhoras das lojas de (e não "das"!) meias parem de me vender collants que não são o meu número, obrigando-me a andar o dia todo com andar de "10 pás duas" por ter o "entre perna" no joelho. Eu sou alta, caramba!;

- Que não estrague pelo menos uma unha aproximadamente 7 segundos depois de as acabar de pintar;

- Que encontre mais facilmente as chaves de casa dentro da carteira, principalmente quando estão a chover cães e gatos e eu não tenho guarda-chuva;

- Que as pessoas parem de me convidar para procurar vacas e ter quintas no facebook.

Muito obrigada.

Bruna.

25 de Novembro de 2009

Descubra as diferenças:



E ainda dizem que há crise! Quem pagou os implantes e a lipo da Leopoldina?!

10 de Novembro de 2009

H1N1

Queria aqui só dizer que a Ministra da saúde anda a mentir às pessoas.

Dizem às pessoas que recorrem aos Gripanários espalhados por esse país que o Shô Ricardo Jorge entrega os resultados em 48 horas, mas é mentira.

Uma "senhora lá do meu prédio" foi fazer os testes já vai para lá de 2 semanas e até hoje ainda NADA.

A senhora já está boa e recuperada e aguarda uma chamada que só poderá ter o seguinte teor:

"Temos uma má e uma boa notícia. A má é que a senhora tem Gripe A. A boa é que a senhora já não tem Gripe A."

A máquina está doente.

30 de Setembro de 2009

O Cavaco não dá cavaco?


Ao contrário do que a imprensa, comentadores políticos e bloguers deste país têm dito, eu acho que o discurso prestado ontem em horário nobre pelo nosso PR foi muitíssimo importante e, acima de tudo, esclarecedor.

Caso o mesmo não tivesse ocorrido nunca teríamos ficado a saber que o Cavaco acha isto assim assim sobre determinado assunto, que o problema das escutas é derivado a uma tal situação, que os computadores da presidência são assim meio coisos e que o mais alto representante do país se baba a beber água.

Muito bem Sr. Presidente!

29 de Setembro de 2009

Carta Aberta aos partidos políticos no rescaldo das eleições

Exmos. Senhores,

Encerradas que estão as legislativas, venho pelo presente efectuar uma breve resenha de análise póstuma com o que considero ser os pontos altos e baixos das campanhas políticas a que temos vindo a assistir. As observações elencadas são apenas exemplificativas e consistem em meras sugestões que poderão fazer de Portugal um país melhor, como segue:

1. "Arruadas": Também conhecidas como "desfile" ou "parada de monstros" em que pessoas (normalmente sem ou bi-dentes), vestidas de bata de fábrica, como que abafam o candidato com beijos, tentativas de aparição nas câmaras e palmadinhas nas costas.

Meus Senhores, não serve... Quem é que muda a direcção do seu voto porque o candidato X fez uma excelente "arruada"!? Que raio de estratégia arcaica é esta e o que pensam conseguir dela?

"Ai, eu ia votar no Y mas afinal vou votar no X porque ele fez uma arruada como há muito não se via! Um espectáculo de uma arruada!"

Sugiro que em vez de arruadas se façam arruFadas, que sempre adoça a boca do povo e escusam de andar com a Carolina Patrocínio atrás.

2. "Penteados": As pessoas sabem o importante que é e a diferença que faz a cabeleira do candidato. Ninguém quer votar na Dra. MFL quando sabe-se lá o que é que ela guarda ali dentro! As pessoas têm noção de que logisticamente não é viável inspeccionar a cabeça da senhora cada vez que há um jantar de chefes de estado, correndo o risco de estarem a ser transportadas armas biológicas ou de destruição massiva lá dentro.

O grande erro, contudo, foi juntar num mesmo partido o cabelo d'Aquela Senhora e o novo look do Dr. Pedro Santana Lopes. Ainda que pintado de branco para parecer mais sério. Portugal não está preparado, não gosta e o povo não quer. Convidem a Liliana Campos e pode ser que ainda consigam lavar a cara para as autárquicas.

3. Quanto aos pontos altos, gostaria de salientar que a cor das bandeirolas utilizadas pelos partidos este ano foi lindíssima. Desde o rosa fuschia ao laranja limão, uma festa para os olhos. Um aplauso também para a qualidade dos tecidos utilizados. Assim vale a pena fazer política!

31 de Agosto de 2009

Cheques

Cada vez que vejo um evento de caridade/desportivo, sou assolado pelas mesmas dúvidas:

Será que a Colónia de Férias "O Século" leva aqueles cheques gigantes que recebe nestes eventos ao Banco?

Será que eu posso pedir um livro de cheques daqueles? "Olhe, vou ter aí uns eventos de caridade brevemente, queria um livro de cheques, mas daqueles com 2 metros, se faz favor"

Se assim é, será que posso pagar com cheques gigantes todos os produtos e serviços que adquira , e.g., pagar uma sandes de leitão e um Compal na estação de serviço da Mealhada?

É que eu gostava mesmo muito.

Não se vende

Adorava ver um anúncio no jornal a rezar o seguinte:

"Peugeot 307 de 2000. Diesel, jantes de liga leve, estofos de cabedal, A/C, revisões na marca, apenas 10.000 kms. Óptimo estado. Não se vende."

Imaginem o espectáculo de ligarem para o número no anúncio e falarem com o Sr. Arménio:

"Estou sim, boa tarde, estou a ligar por causa do anúncio no Jornal Ocasião."

"Diga, diga."

"O carro realmente parece estar em óptimo estado. Confirma que não o vende?"

"Por nada deste mundo, gosto tanto dele que acho que não aguentava".

"Pronto olhe, sendo assim, muito obrigado".


21 de Agosto de 2009

"Vá Láaaaa"

Já nos aconteceu a todos nós não nos apetecer fazer alguma coisa, mas os nossos amigos insistirem para que os acompanhemos.

Para apoiarem esta insistência, invariavelmente nos dizem, com um tom lamuriento: "Vá láaaaaa"

Nunca percebi bem esta "estratégia".

O que será que pensam estes nossos amigos? "Se eu não acrescentar nada à conversa, mas prolongar a vogal, certamente ele vai ver o mérito deste nosso plano"?

Será que imaginam que o rumo da conversa será:

- "Desculpa, não quero ir um festival de columbofilia em Belas, quer porque pombos como hobby é das coisas mais ridículas do mundo, quer porque está a chover torrencialmente".

- "Vá láaaaaaa!!!"

- "Ah, se pões as coisas assim...Nunca tinha visto as coisas por esse prisma, tens toda a razão, vou buscar o casaco."


15 de Agosto de 2009

Muito bom!

Destaco:

- os falsetes e solo do Manuel Marques (o magricelas);
- o senhor sem um dente da frente do minuto 03.01;
- o solo de xícara do minuto 03.35 e o consequente entusiasmo do Bruno Nogueira;
- o facto de a música não ter letra e a populaça já a cantar como se fosse o "Yellow submarine" dos beatles.

Porque é que estas coisas no Chiado acontecem sempre quando eu não estou?!

13 de Agosto de 2009

Ó Mussa, olhá porta!!!

Enquanto houver o "Correio da Manhã", a vida terá outra alegria:

"Tirado de casa e abatido a tiro

O primeiro ataque à casa de Mussa Djau tinha acontecido há menos de quatro semanas. Os buracos das balas nos estores ainda ontem eram visíveis. Por dívidas que se suspeita estarem relacionadas com tráfico de droga, um grupo de origem africana procurava o guineense de 25 anos para ajustar contas. Ontem de madrugada o gang voltou à rua Gil Eanes, em Algueirão, concelho de Sintra, e cumpriu as ameaças. Mussa, 25 anos, foi baleado quatro vezes à porta de casa. Caiu morto."

Ora bem: O Mussa, verificando que lhe tinham baleado a casa, ao invés de imediatamente buscar outro tecto, pensou: "Já me deram cabo dos estores, pior que isto já não me fazem". O que não deixa de ter alguma lógica, dado que não imagino que outro mal poderá causar um traficante de droga irado e armado para além de uns estores partidos.

Mussa até via com bons olhos mudar de casa: "Amadu acrescenta que o cunhado, devido à perseguição de que continuava a ser alvo, estava à procura de uma nova casa para onde iria viver com a companheira" mas achou que com uns traficantes à perna, ainda assim tinha tempo para visitar a Remax. Talvez os tiros no estore fossem uma forma de pressão do agente imobiliário para que ele se decidisse a ficar com aquela cave em Alcabideche que tinha visto uns dias antes. Mas o Mussa, perspicaz, não se deixou pressionar.

Assim, motivado por esta lógica infalível e pelo desejo de encontrar a fracção que melhor servisse os seus interesses, o Mussa deixou-se ficar. Eis senão quando tocam à porta. O solícito Mussa vai abrir. Ao ver quem era a visita, dispara, num assomo de génio: "Merda, estes gajos estão cá outra vez, mas hoje eu abro a porta!"

Será que ele pensou que lhe tinham baleado a casa por ele não ter aberto a porta e não quis repetir o erro? Será que quis, magnanimamente, desviar a atenção do meliante, não fosse ele castigar novamente os estores, preferindo oferecer o corpo às balas? Será que pensou que um homem de capuz, armado, não vinha certamente por mal? Reparem no luxo do raciocínio de Mussa: "Da última vez que gajos armados balearam a minha casa, eu não abri a porta. Mas desta vez não passa. Eles vão ver só!"

Mussa era, como aliás todos os afiliados de gangs de tráfico de droga, um homem pacato e trabalhador. Eu gostaria de acrescentar que Mussa era também uma inteligência como poucas vezes vi na vida.